Flamengo bate até na Fifa e humilha o Palmeiras
Flamengo bate até na Fifa e humilha o Palmeiras
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BLOG DO JUCA KFOURI: Sim, desta vez, humilhou. Na casa verde, sem Gabigol com dores porque Tite não teve o bom senso de ao menos poupá-lo, assim como em relação a Everton Ribeiro, no segundo tempo quando o jogo contra o Peru já estava decidido; sem Bruno Henrique; sem De Arrascaeta ainda na metade do primeiro tempo; e tendo de tirar Everton Ribeiro no segundo porque esfalfado, com tudo isso, o Flamengo humilhou o Palmeiras.

Humilhou é a palavra certa. Porque fez 3 a 1 dando a bola para o rival jogar desde que o uruguaio teve de sair, ele que fazia o Flamengo se impor em campo.

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É a palavra certa também porque a vitória significou o nono jogo sem perder para o rival, como se enfrentar o alviverde fosse garantia de ponto, se não de três, como em cinco desses nove embates.

Impressionante a incapacidade mais uma vez revelada pelo Palmeiras ao ter a bola, ao precisar agredir o adversário, ao ter de furar o sistema defensivo de seu oponente.

Com todo elenco à disposição, descansado, o Palmeiras de Abel Ferreira decepcionou de maneira grave, porque mostrou, apesar de ainda estar no topo da tabela, não ter caráter para disputar a maratona do Campeonato Brasileiro.

Campeonato que as datas Fifa e a CBF fazem questão de prejudicar, embora aí a Casa Bandida seja maior responsável, por não respeitá-las.

Que Óscar Tabárez esgote Arrascaeta está mais que óbvio, porque o treinador da Celeste não tem nada a ver com os nossos torneios. Que a CBF e Tite não colaborem é inaceitável.

Verdade que, desta vez, e só desta vez, até que as datas Fifa deram uma ajudazinha, mas ao gramado do Castelão. Que permitiu ao líder Atlético Mineiro seguir em sua caminhada vitoriosa ao passar pelo Fortaleza sem maiores problemas por 2 a 0, mesmo sem ser o jogo de gente grande aqui previsto, pois são claros os sinais de perda de fôlego da equipe cearense —assim como revelam desgaste o Bragantino e o Athletico, o time paulista capaz de oferecer à Chapecoense sua primeira vitória no campeonato em 20 jogos.

E se não bastassem tantos obstáculos ao bom nível do Brasileiro, eis que agora temos novo personagem, a famigerada Anvisa.Há quem queira ver na autarquia, desde a comédia que resultou na interrupção de Brasil x Argentina, a firmeza de quem fez cumprir a lei.

Balela!

Em busca de holofotes, de protagonismo que não cabe a quem jamais nem sequer advertiu o genocida por não usar máscaras e promover aglomerações, além do constrangedor episódio em que seu presidente, o contra-almirante Antônio Barra Torres, apareceu também sem máscara ao lado de Jair Bolsonaro, a Anvisa achou de, mais uma vez em cima da hora, impedir a estreia de Willian no Corinthians.

Isso que o jogador chegou da Inglaterra, como o rubro-negro Andreas Pereira, se apresentou em público, treinou, pegou avião para Goiânia e, só na capital de Goiás, recebeu a ordem para ficar fora do jogo.

Ter de ouvir ou ler que a Anvisa é séria dói nos ouvidos e nos olhos.

Lembram a rara leitora e o raro leitor que até Agnelo, cordeiro em italiano, Queiroz, nenhum parentesco com o outro, Fabrício, só nos malfeitos, já presidiu a agência, em 2007?

Só parodiando Euclides da Cunha: “O jogador brasileiro é antes de tudo um forte”.

Embora o torcedor palmeirense, macambúzio com motivos, deva estar pensando que os de seu time sejam fracos.

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