Copa América pode dificultar campanha pelo tri do Flamengo
Copa América pode dificultar campanha pelo tri do Flamengo
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Desde o início da sua reconstrução financeira e domínio esportivo o Flamengo investiu pesado na formação de elenco. Mas tudo tem um limite e a Copa América 2021 pode deixar isso claro.

Se ao analisar as odds na bet365 copa américa fica claro que o Brasil é favorito é muito por causa de seus jogadores. E o Fla terá uma grande colaboração nisso, já que deve ceder pelo menos dois jogadores (Rodrigo Caio e Everton Ribeiro), com ainda Gerson, Gabriel e Bruno Henrique entre as possibilidades. O chileno Isla e o uruguaio De Arrascaeta também pode ser lembrado.

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Como será esse período de até 42 dias sem os jogadores? É isso que vamos falar agora.

Serão 30 pontos em disputa Se juntar o período de preparação com a disputa da competição (até a final) serão 42 dias que os atletas ficarão com a seleção e não com os clubes. No período serão disputadas 10 rodadas do Brasileirão e ainda uma fase da Copa do Brasil. Como a Copa América é uma competição da Conmebol pelo menos se teve o bom senso de não colocar jogos da Libertadores e Sul-Americana no período.

Em um campeonato tão disputado como o Brasileiro esses 10 jogos podem fazer toda a diferença. Vide o ano de 2020, que teve o Flamengo vencedor pela segunda vez seguida, mas com bastante suor e torcida contra, afinal o Internacional de Porto Alegre ficou a um gol do título mesmo tendo um elenco muito inferior. No ano passado o problema foram as lesões.

Dez jogos em um campeonato de 38 rodadas podem não parecer muito, mas essa ausência representa alguns riscos. O primeiro é que se acumule as convocações com lesões porque o calendário de 2021 será insano: nenhuma competição foi desmarcada ou sequer diminuída e com a temporada começando em fevereiro, tudo foi condensado em menos meses.

E com a exigência física dos jogos e viagem, os jogadores que forem para a Copa América podem voltar de duas formas: extenuados pela campanha ou então sem ritmo de jogo porque ficaram no banco.

Ano complicado na questão financeira Como esperado o ano de 2020 foi um choque para as finanças do clube com grandes perdas em bilheteria e renda com sócio-torcedor. O prejuízo foi de 106 milhões de reais.

Além disso não há grandes talentos para vender como em anos anteriores, quando Vinicius Junior, Lucas Paquetá e Reinier encheram ainda mais os cofres do clube. Por isso a atitude do Flamengo na última janela foi de cautela, sem grandes contratações. Nem mesmo Rafinha, campeão de tudo em 2019, foi contratado, indo para o Grêmio. Por isso o elenco está menos reforçado que em outros nomes e a palavra-chave vai ser recuperação.

São vários os jogadores que precisam de atenção nesse sentido e passar por um processo que conseguiu, por exemplo, voltar a fazer com que Diego seja relevante para o time titular. Esse processo irá beneficiar jogadores da defesa, meio e ataque, seja Leo Pereira, Thiago Maia (voltando de lesão no joelho) ou Michael, que decepcionou em sua primeira temporada no clube após Brasileirão iluminado pelo Goiás.

Ter o máximo de peças possível é fundamental neste ano de calendário maluco e grande apetite por títulos.

A questão física precisa ser outro foco importante da comissão técnica de Rogerio Ceni, já que esse foi um dos problemas apontados nos piores momentos do time na temporada passada.

O foco é no segundo semestre O primeiro semestre será decisivo apenas para o Campeonato Carioca, onde o Flamengo está mostrando sua clara superioridade em relação aos tradicionais rivais mais uma vez.

Com essa disputa da Copa América há uma clara quebra nas competições e o foco precisa estar na reação do segundo semestre, quando Copa do Brasil, Campeonato Brasileiro e Copa Libertadores têm suas decisões. Na temporada passada houve algo similar com a parada forçada e o Flamengo foi derrubado quase de forma seguida no momento que deveria ter decolado. A era Domenec e a chegada de Rogerio foram os piores momentos até que, no fim, Ceni conseguiu se firmar e o time arrancou, se aproveitando dos tropeços de São Paulo, Atlético-MG e Internacional.

Todo o foco precisa estar em chegar inteiro, recuperar jogadores, rodar o elenco, manter-se vivo no Brasileirão mesmo sem as peças da seleção e decolar no segundo semestre. Independente se for só um jogador para a Copa América, dois ou mais (o número deve ficar entre 2 e 4), é possível suprir essa ausência, mas tomando cuidado para não sobrecarregar quem fica.

Quem sabe com o Maracanã sendo liberado pelo menos parcialmente para a nação ver os jogos e dar àquela força.

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