Cobrado pela diretoria, Ceni vê exagero em críticas ao seu trabalho no Flamengo
Cobrado pela diretoria, Ceni vê exagero em críticas ao seu trabalho no Flamengo
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GOAL: Raisa Simplicio

A derrota para o Fluminense, em roteiro que já virou frequente no Flamengo, colocou Rogério Ceni mais uma vez no centro das críticas da torcida rubro-negra. Críticas essas muitas vezes encaradas como “exageradas” pelo treinador. Para Ceni, pouco se destaca os pontos positivos da equipe, preferindo sempre ampliar o impacto de suas falhas nos resultados recentes do Fla.

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Na entrevista coletiva após a derrota para o Fluminense, por exemplo, o treinador se mostrou bastante incomodado com algumas perguntas, reflexo da pressão interna que vive: pressão não por parte da diretoria, mas pela sensação de que nada do que ele faz agrada ou é valorizado. Para Ceni, a proporção das críticas que vem sofrendo desde que assumiu o Flamengo é desleal.

Nos corredores do Ninho do Urubu, o treinador volta e meia revela a insatisfação com tantas críticas e a pouca valorização dos acertos. Para ele, a avaliação sobre o início do Campeonato Brasileiro passa também pela ausência de jogadores importantes que estão servindo as suas seleções, como Arrascaeta e Éverton Ribeiro. Além disso, a ascensão de Rodrigo Muniz, de boas atuações nos últimos jogos do Flamengo, pouco é creditada a Ceni, que solicitou o retorno do atacante emprestado ao Coritiba.

“Temos que olhar sempre para base. Na última partida, terminamos com seis jogadores. Dessa vez, trouxemos nove jogadores. Inclusive, o Muniz está aí, revelado pelo Flamengo e com uma grande proposta, o Matheuzinho, o Hugo, o Ryan, o Werton, o Max… São jogadores que o Flamengo tem da base, além de contratar jogadores caros. É sempre uma mescla”, lembrou Ceni durante a coletiva.

Outro fator que incomoda Rogério Ceni é a falta de reforços. Desde janeiro, o treinador quer reforços mas tem encarado pedidos por “paciência” por parte da diretoria. O único jogador contratado pelo clube desde que Ceni chegou foi o zagueiro Bruno Viana, que não passou pelo crivo do comndante: ou seja, não teve qualquer participação na chegada do atleta. Além disso, perdeu Pepê, que usava com frequência, e Gerson, quem chegou a pedir para que não saísse do clube enquanto ainda negociava com o Olympique de Marselha.

Diretoria quer resposta por ‘apagões’ do Flamengo Ciente de que precisa reforçar o time, a diretoria do Flamengo entende que o time pode fazer melhor com o elenco que Ceni tem em mãos. O tema foi, inclusive, pauta na hora de contratar Rogério Ceni, que foi inclusive alertado que 2021 não seria um ano de grandes investimentos.

Internamente, a posição é de que uma resposta aos apagões que a equipe vem sofrendo, principalmente no segundo tempo dos jogos, precisa ser data com urgência, para que não se chegue pressionado nas oitavas de final da Copa Libertadores. A primeira partida diante do Defensa y Justicia acontece daqui a nove dias, na Argentina. Antes disso, no entanto, o Flamengo tem um confronto difícil contra o Atlético-MG, nesta quarta-feira (7), e a Chapecoense, no dia 11 de julho, no Maracanã.

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