Ceni minimiza atitude de Gabigol: “Nenhum jogador gosta de ser substituído”
Ceni minimiza atitude de Gabigol: “Nenhum jogador gosta de ser substituído”
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Gabigol, jogador do Flamengo, “debochado” – Foto: Alexandre Vidal

GLOBO ESPORTE: O Flamengo venceu o Vasco por 2 a 0 nesta quinta-feira, no Maracanã, em jogo válido pela 34ª rodada do Campeonato Brasileiro. Na segunda etapa, o técnico Rogério Ceni voltou a substituir Gabigol por Pedro. O camisa 9 saiu de campo demonstrando sua insatisfação. Após a partida, o treinador explicou a substituição.

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– Eu acho que nenhum jogador gosta de ser substituído. Eu acho que cada um tem um comportamento e age de uma maneira. Conheço o Gabriel, trabalho com ele todos os dias. Sei que ele queria ficar mais tempo em campo, mas temos também o Pedro. É um jogador importante. Naquele momento precisava de um jogador para segurar a bola para a chegada dos outros jogadores. Logo depois até saiu o gol. Não há problema nenhum. Ele se doou muito em campo, fez a recomposição. Centroavante normalmente é mais fominha. Vai chegar um momento em que ele e o Pedro estarão em campo juntos, outras ele será substituído.

Com a vitória, o Flamengo diminuiu a distância para o líder Internacional para apenas dois pontos no Campeonato Brasileiro. Como ainda enfrenta o time gaúcho, o Rubro-Negro depende apenas de si para ser campeão. Ceni destacou as possibilidades da equipe.

– Eu vejo cada jogo da mesma maneira, às vezes o resultado não vem, como foi com Fluminense e Ceará. Eu trabalho da mesma maneira todos os dias. Vim com o objetivo de trabalhar muito e ter oportunidade de brigar pelo título. Hoje o Flamengo se aproxima dessa briga. O caminho é longo, mas temos possibilidades.

Mais temas abordados na coletiva:

Arbitragem – Antes de responder sobre os que acumulam dois cartões… A arbitragem do Klaus é a melhor para mim, mas no caso do Diego é curioso. Uma bola dividia, ao meu ver, estava bem na minha frente, ele salta, bate a cabeça, cabeça com cabeça, e ele toma um cartão amarelo… Aí tem um pênalti a nosso favor, o jogador que evita uma chance clara de gol e ele já tinha amarelo. Chama o VAR, vê o pênalti. Eu obviamente não tenho conhecimento tão profundo quanto a arbitragem da regra, mas eu acho estranho como, num contato no meio do campo, toma um 3º cartão e desfalca a gente para o jogo de domingo, e num pênalti claríssimo não há o segundo cartão amarelo.

Substituições e jogadores pendurados – Sobre os outros, eu tenho João Gomes, Gabigol, João Lucas, Gustavo (pendurados). Sem dúvida, quando a gente pode preservar um jogador que está pendurado e que é importante, se ele tiver no minuto 65, 70, e a gente vê também a necessidade de uma outra característica de jogo, nós temos que fazer a substituição necessária. 50% para preservar e outra metade por necessidade que o jogo pede.

Dupla Diego e Gerson e crescimento do Flamengo – A sincronia passa pelo treinamento. Essa dupla nunca jogou junta um jogo começando, eu não lembro pelo menos de ter visto. É lógico que todos nós que tomamos decisões dentro de um campo, num treinamento, por exemplo trazer o Arão para a zaga, claro o Arão não é zagueiro de origem, mas a percepção de um treinador quando ele vê a opção, principalmente com a ausência do Rodrigo que tem muito boa saída de jogo… São duas mudanças bem óbvias que ficaram claras: o recuo do Arão para a zaga com a qualidade do Diego no meio. Diego com espírito de luta, é um cara que contagia a todos, motiva todo mundo. E ele está se doando porque é um 10 de origem. Hoje ele faz muito melhor essa função, de frente para o jogo, pela qualidade que tem. Normalmente o Diego trabalha mais atrás do que o Gerson. Em determinado momento do jogo, quando joga lado a lado, aí sim a gente alterna as subidas. Se não, você vai ver o Gerson, principalmente quando é marcação, no momento de saída de bola do adversário, o Gerson jogando mais assim. É uma determinação que a gente treina, repete todos os dias. Claro que ainda vão faltar ajustes. Repito: o Diego não é o um primeiro volante. São no mínimo dois (camisas) oito para não dizer dois dez jogando no meio de campo. Mas a qualidade da posse, do controle de jogo, passa muito, sem dúvidas, por ter dois volantes dessa qualidade, mas especialmente por ter trazido o Arão para trás na ausência do Rodrigo Caio.

Bruno Henrique “Rei dos Clássicos” – O Bruno Henrique não se destaca só nos clássicos. Na grande maioria do jogos, é um jogador que ou dá assistência ou faz gol, como foi hoje o segundo gol. É um jogador importantíssimo para mim. Cem gols na carreira hoje, fiquei feliz… No último jogo, assistência. Nesse, gol. É um jogador imprescindível, bom no jogo aéreo, jogador que tem velocidade, explosão, boa finalização com pé direito, cabeceio com tempo de bola fantástico. É um jogador extremamente querido por todos, que trabalha muito, merece realmente todos os elogios e viver uma fase, um momento bom como ele já viveu em 2019. Está novamente readquirindo a confiança para jogar.

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