O Flamengo disputou 6 pontos na semana que passou, conquistou 1. Perdeu em casa para o Grêmio, empatou fora com o Cruzeiro. Viu o Corinthians abrir 12 de vantagem e retomou o discurso que nos eliminou da Libertadores, há alguns meses: “O time tá criando, falta converter as chances em gol”.

Hora de acabar com a mentira. A verdade é que o Flamengo tem criado muito pouco. Diante do Cruzeiro, chegou duas vezes à área: No primeiro tempo, em tabela de Éverton com Guerrero; e no segundo, no lance do gol. Ainda gerou alguma expectativa no arremate de Diego, de longe, também na etapa final. Fora isso, em nada ameaçou o rival.

Já contra o Grêmio, assustou em 3 chutes de fora da área, com Trauco, Cuéllar e Éverton – todos no primeiro tempo. Na segunda metade, em escanteio cabeceado por Rafael Vaz e na jogada espetacular de Éverton, que poderia ter obtido resultado mais positivo não fosse o destinatário da bola Leandro Damião, analfabeto funcional em futebol.

A gente volta um tanto mais; encontra as vitórias sobre Vasco, Bahia e São Paulo. Em São Januário, um lance cirúrgico de Everton Ribeiro nos abriu as portas; e só a partir do gol o Mengo teve como criar, nos contra-ataques. Na Fonte Nova, um chute que deu errado resultou em passe para Berrío garantir a vitória a um Flamengo que mais defendeu do que atacou, mesmo em vantagem numérica desde os minutos iniciais. Contra o São Paulo, uma cobrança de falta de Guerrero e, aí sim, uma jogada trabalhada; uma chance verdadeiramente criada. Parou por aí.

Fonte : espnfc.espn.uol.com.br | Marcos Almeida, do Nosso Flamengo